Fase 4 · Risco, atraso e cobrança

Como eu cobrava

Sem grito, sem ameaça, sem exposição. Isso não é postura moral, é o que funciona.

No primeiro dia, mensagem simples lembrando. Depois de alguns dias, uma conversa direta perguntando o que dá para fazer. Se travar, proposta de novo prazo. Se não resolver, encerramento.

Encerrar, para mim, é parar de operar com a pessoa. Sem escândalo, sem constrangimento, sem tomar nada de ninguém. Só não trabalho mais com ela.

Eu não quero nada parecido com a figura do agiota. Nem a prática, nem a fama.

Na prática

Cobrança boa é combinada antes: o cliente já sabia o que aconteceria em caso de atraso. Cobrança ruim é a que precisa de intimidação para funcionar — e essa é ilegal e destrói sua operação.

  1. 1

    Dia 1

    mensagem curta e educada lembrando do combinado

  2. 2

    Dia 3

    conversa direta: o que dá para fazer hoje?

  3. 3

    Dia 7

    proposta de nova data, dentro do que a pessoa alcança

  4. 4

    Sem solução

    encerramento silencioso: paro de operar com ela

O que aprendi

Nunca precisei levantar a voz com ninguém. Em todos esses anos eu não tive problema justamente por causa do trato. Quem cobra gritando não recebe mais rápido — só arruma inimigo, encrenca e, muitas vezes, problema legal.

Conclusão

Respeito no trato foi o que me manteve fora de problema em todos esses anos.

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